Hoje é um daqueles dias - há que mascará-l@s.
A ideia incial era vesti-la de zebra. Ideia dela, que andar vestida de princesa ou fada não é máscara, é farda que se quereria banal, não fosse a mãe não a "compreender" (daqui a 10 anos suponho que não só não a compreendo a ela como não compreendo é nada...).
Mas a avó cedo trocou as boas intenções costureiras pela engenharia do quotidiano e desencatou lá por casa um vestido herdado. recicla-se a piroseira que ainda vai dando para reprimir e remata-se com uma coroa de bradar as céus. as meias têm dourado mas são às riscas. ainda não foi desta que a convenci a revisitar o primeiro amor (a pipi), mas já esteve mais longe.
e saí de casa com uma princesinha feliz e saltitante, a espalhar magia e a dizer que a primavera incipiente que anda por aí é obra dela e da sua varinha com pérolas douradas. e eu com o ar complacente das mães tolerantes, pois claro.
mas a alegria acabou quando chegou à escola e deu de caras com mais realeza. há-de haver sempre uma mais rosa, mais vaporosa, mais igual às outras 8 que terão chegado entretanto. e a minha princesa da primavera não disse nada, mas vi-lhe os olhos a entristecer.
odeio o carnaval!
ps: quem me dera ter visto isto a tempo...

Comments