que é como se diz lá na minha (outra) terra.
THE POGUES: FAIRYTALE OF NEW YORK
que é como se diz lá na minha (outra) terra.
THE POGUES: FAIRYTALE OF NEW YORK
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... está mesmo genial:
CONTEMPORÂNEOS: SALVEM OS RICOS
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Eis a minha:
PIL:THIS IS NOT A LOVESONG
ps: pronto, confesso que não fico indiferente a esta, a esta e a esta...
ps2: e agradeço ao Leonard Cohen, aos Sisters of Mercy, e aos Poesie Noire a simpatia de me terem dedicado ternas melodias plenas de sentimento.
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Os Precários-Inflexíveis lançaram este mês a Grande Iniciativa deste Outono/Inverno e do Ano: os Prémios Precariedade 2008.
Há por aí muita gente a merecer condecoração imediata. Para colmatar essa falta de chá, vamos todos reconhecer o mérito de alguns dos maiores responsáveis pela precariedade em Portugal, através de uma votação aberta na Internet.
Como acontece com outros galardões, temos no cofre estatuetas para várias categorias – desde Ficção Contemporânea a Acumulação, passando pelos prémios Soundbyte e Sem Vergonha. E, claro, à figurona ou ao figurão mais merecedor será atribuída a distinção máxima, o Grande Prémio Precariedade 2008.
Todos e todas podem votar, incluindo os próprios nomeados.
Os boletins de voto estão disponíveis aqui até 11 de Dezembro. Logo a seguir, os resultados serão anunciados numa cerimónia pública, a Gala Prémios Precariedade 2008.
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Começa hoje. Eu vou lá estar amanhã. O programa está aqui.
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Este senhor diz que não tem problemas de qualquer espécie em ser avaliado pelos colegas porque é constantemente avaliado por chefes, clientes e alunos.
I rest my case...
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Recebi este e-mail do meu colega João, e faço minhas as palavras dele:
É uma vergonha! A União Europeia assina contratos com a Microsoft e quando um membro do Parlamento (Marco Cappato) lhes pede os detalhes desses contratos recusam-se a dar informação pois poderia «prejudicar os interesses comerciais da Microsoft.»
Como é que revelar detalhes (número de unidades vendidas, tipo de
suporte, etc.) prejudica os interesses comerciais da Microsoft? Só se
se descobrisse que a oferta deles não era originalmente a melhor e que
a União Europeia optou por um contrato pior (excluíndo, por exemplo,
alternativas Free Software).
The Matrix Runs on Windows Diz-me ainda o João: Se corresse sobre Linux (por exemplo, no Ubuntu, que é o que usamos por aqui), seria muito mais estável. Por outro lado, teria só modo texto por falta de suporte para a placa gráfica...
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- Mamã, quero água.
- E qual é a palavra mágica, C.?
- Ah, pois... Era uma Vez.
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No sábado juntei-me aos 120 mil professores. Não sou professora, mas tenho habilitação mais que suficiente para lá ter estado. Não é só a prepotência da ministra, que é gritante, nem o facto de ser filha de professores e de saber bem o que eles sempre trabalharam e que agora andam desmotivados que é um dó, metidos em burocracias e reuniões sem fim, sujeitos a ilegalidades e, para cúmulo, a insultos constantes.
Tudo isto bastaria para eu ter ido.
Mas desta vez tive a honra de ir como MÃE (Céus!!!!!!!). Quanto mais me falam em rankings, mais certezas tenho quanto ao facto de a minha filha ir para a escola pública. Não só aquilo é um disparate, como não me revejo na ideologia das escolas de topo. Mas, sobretudo, para mim a qualidade do ensino não se mede com quadros de honra nem notas em exames, mas com a motivação para a aprendizagem. Ou seja, recuso-me a que a minha filha cresça a pensar que tem de estudar para ter boas notas ou para ser melhor que os colegas. Quero que ela estude porque estudar é um prazer; porque a aprendizagem é uma das melhores coisas da vida, e compreender o que nos rodeia faz parte do processo de irmos interagindo com o mundo. E concordo com o meu amigo Tiago: ir para a escola tem de ser, sobretudo, um prazer. Estudar não é só empinar dados e debitá-los ao sabor de pautas e competições. É também saber estar com os colegas, nos jogos e nas brigas, saber gerir os tempos livres e estar feliz por estar a aprender (para continuar a aprender mesmo quando não nos ameaçam com números e hierarquias). Não quero uma escola que trata os alunos como animais que têm de estar enjaulados quando não têm aulas, e que trata os professores como meros gestores do tempo alheio e de burocracias kafkianas. Quero uma escola onde aprender e ensinar não seja um sacrifício; onde professores e alunos sejam respeitados (e é impossível respeitar uns sem respeitar os outros.) Porque só assim é que se pode aprender e ensinar.
ps: Ver 120 mil pessoas a cantar o hino nacional numa Av. da Liberdade onde já caiu a noite é sempre... aterrador.
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A vitória do Obama deixa-me feliz, pois claro. Gosto desta esperança histérica, porque é vaga mas é uma boa esperança: a de que o mundo pode ser transformado, e em algo de mais solidário e optimista. E agrada-me a simbologia de ver um preto eleito, pela primeira vez, num país onde a maioria da população é branca. E onde os pretos como ele há poucas décadas nem direito de voto tinham. Não é paternalismo, nem racismo invertido: é discriminação positiva. Se não fosse o primeiríssimo, nem se falava do assunto.
Mas a questão da «raça» fica-se por aqui - Obama não é uma figura da luta contra a discriminação racial, é um sintoma dos progressos nessa luta. O que me interessa, de facto, é o que é que ele vai fazer como presidente.
E não acho que me vá desiludir - porque as expectativas concretas não são muitas. Espero que ponha um ponto final na sangria do Iraque e na vergonha de Guantanamo, que regule o neoliberalismo desenfreado (mesmo que seja por necessidade e não por convicção ideológica), que de facto aumente os impostos sobre os rendimentos mais altos e crie algo de parecido com um sistema que garanta cuidados saúde para toda a gente. Não sei bem quando nem como, e sei que possivelmente não vai ser da maneira que eu apoiaria.
Mas só me declararei desiludida se ele fizer o que NÃO é suposto fazer - mandar e desmandar na política internacional ao bel-prazer da indústria sanguinária do armamento, alimentar a ganância dos capitalistas furiosos, marimbar-se completamente para as pessoas em geral, para o ambiente e para o direito internacional, incentivar a ignorância, a tacanhez e o medo. Não espero mais que estes serviços mínimos.
Mas então porque é que estou, de facto, tão contente? Talvez seja, confesso, porque os republicanos perderam. Porque a visão Palin do mundo - mesquinha, burra, opressora, fundamentalista e carneirista - desta vez não ganhou. Este mundinho amargo que vive de semear ódios e proibir a felicidade alheia ontem foi rejeitado por uma vaga de gente que, entre outras coisas, disse não a essa América do triunfalismo e da estupidez que os Georges Bushes e as Sarahs Palins encarnam.
Mas há muita coisa que me assusta nestas eleições. Por um lado, assusta-me que 48% dos americanos acreditem que o egoísmo e a ganância são sagrados, que a ciência é um sacrilégio, e que o ódio é um mandamento bíblico. Mas confesso que ainda me assusta mais que tenham votado numa candidata a vice-presidente cujo discurso não tem mais coerência e substância do que o produzido por um gerador automático de texto...
(Imagem de mav | port2port, via A Ervilha cor de ROSA)
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